Governo quer empresas e IES unidas pelo Paraná
O Governo do Paraná dá um passo importante para aproximar e ampliar diálogo e parcerias entre universidades públicas, entidades produtivas e empresas. Essa é a síntese de um amplo programa em elaboração pela Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior que foi apresentado na Acic, na tarde desta quinta-feira, com a presença do secretário de Estado do Planejamento, Waldemar Bernardo Jorge, e de diretores da Seti. O encontro contou com a presença de diretores da Unioeste, Programa Oeste em Desenvolvimento, Caciopar, Codesc e Acic.
O diálogo é uma etapa imprescindível para que as instituições de ensino e as empresas definam formas de trabalhar conjuntamente, ampliando ainda mais bons resultados à comunidade, segundo Waldemar. O governo, observou o secretário do Planejamento, quer ser o integrador desse processo, do qual todos os paranaenses têm muito a ganhar. O reitor da Unioeste, Alexandre Webber, considera a aproximação e o diálogo como salutares e afirmou que a Universidade Estadual do Oeste do Paraná está aberta à comunidade.
O superintendente da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Nelson Bona, destacou que a meta é fazer do Paraná líder brasileiro em pesquisa tecnológica e também protagonista na recuperação econômica pós-pandemia. Estudos colocam o Paraná como o segundo em inovação, atrás apenas de São Paulo, porém a meta é alcançar a liderança em pouco tempo. A proposta em construção mira ações em cinco áreas prioritárias: agricultura e agronegócio, biotecnologia e saúde, energias sustentáveis, cidades inteligentes e sociedade, educação e economia.
CONEXÃO
O Paraná não deve nada a nenhum estado no que se refere à estruturação e qualidade do ensino superior. Há, todavia, necessidade de avanços na conexão entre os diferentes atores da sociedade, disse o coordenador de Ciência e Tecnologia, Paulo Renato Parreira. Um dos passos da proposta é a constituição de uma Comissão de Inteligência, Ciência e Tecnologia, responsável por analisar e dar encaminhamento ao desenvolvimento das mais diversas ações. Para que o Estado alcance as metas sugeridas, serão desenvolvidos quatro programas e 12 projetos com previsão de R$ 60 milhões em investimentos por ano.
Os programas são o Universidade-Empresa (e seus projetos Vortech Paraná e Hubi), o Inovação para Micros e Pequenas Empresas (Nampe, Tecnova Paraná e Inovagente), Universidade 5.0 (Paraná Maker e Prime) e Desenvolvimento Regional (Unicidades, Universidade Solidária, Paraná Mais Orgânico 4.0, Anel de Conectividade e Inovação e Nossa Gente Tech). Parreira observou que os impactos esperados são 4% de crescimento em empresas formais, avanço de 8% no faturamento das empresas envolvidas, redução de 70% de falências entre as empresas integrantes, e o envolvimento de mais de 90 mil alunos.
CONSTRUÇÃO
O presidente do Programa Oeste em Desenvolvimento, Danilo Vendruscolo, lembrou que as universidades participam do movimento e são importantes para a indução do desenvolvimento regional. "Esse diálogo precisa ser incentivado, porque essa aproximação depende de uma construção que conecte a todos, e todos precisam entender a ampliação de benefícios que essa soma de conhecimentos e práticas pode trazer", comentou o empresário e ex-presidente da Acic e do Conselho de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Edson José de Vasconcelos. (Foto: Divulgação)