PF não vê mandante para atentado contra Bolsonaro
A polêmica em torno do atentado contra o então candidato Jair Bolsonaro, que voltou à tona nos últimos dias a partir do impasse entre o presidente e o agora ex-ministro Sergio Moro, teve um novo e polêmico capítulo nesta semana.
Um segundo inquérito da Polícia Federal concluiu, a exemplo do primeiro, que Adélio Bispo de Oliveira agiu mesmo sozinho, em que pese o fato de alguns dos advogados mais afamados e caros do País na área criminal terem aparecido logo após o ocorrido para defendê-lo.
"O que a investigação comprovou foi que o perpetrador, de modo inédito, atentou contra a vida de um candidato à Presidência da República com o claro propósito de tirar-lhe a vida", destaca o delegado Rodrigo Morais no inquérito entregue ontem (13) à Justiça Federal de Juiz de Fora, local do crime.
"Até aqui a investigação, marcada ininterruptamente pelo rigor técnico, demonstrou que Adélio Bispo de Oliveira agiu sozinho, por iniciativa própria, tendo sido o responsável pelo planejamento da ação criminosa e por sua execução, não contando, a qualquer tempo, com o apoio de terceiros", ressaltou o delegado Morais.
O inquérito, segundo ele, está fundamentado em 23 laudos periciais, 102 pessoas entrevistadas em campo e 89 testemunhas ouvidas formalmente. (Foto: Divulgação PM/MG)