Foz lança pacote de apoio aos micro e pequenos empresários
Ao lado do consultor do Sebrae, Marcelo Padilha, o prefeito Chico Brasileiro anunciou nesta segunda-feira (30) um pacote econômico no valor de R$ 50 milhões em apoio, principalmente, aos pequenos empresários de Foz do Iguaçu. Serão mais de R$ 30 milhões do Programa Foz Juro Zero destinados a microemprendedores (motoristas de aplicativos, taxistas e guias de turismo, entre outros) e mais R$ 20 milhões do Fundo de Aval para pequenas empresas (capital de giro, etc).
O pacote, segundo Chico Brasileiro, será submetido à análise e aprovação da Câmara de Municipal de Vereadores e da Acifi (Associação Comercial e Industrial de Foz do Iguaçu). "Estamos muito preocupados com as questões econômicas da cidade, principalmente os pequenos negócios, microempreendedor, pequeno empreendedor ou o autônomo. São essas pessoas que movimentam a economia nos bairros e estão precisando de um socorro para sobreviver nesse momento tão difícil", explicou.
Os recursos dos dois programas são das cooperativas de crédito e a Prefeitura vai dispor de R$ 5 milhões para pagar os juros e créditos garantidores. "O motorista de aplicativo, o taxista ou guia de turismo vai poder emprestar R$ 2 mil, R$ 3 mil, R$ 5 mil e a Prefeitura vai pagar os juros", detalhou o prefeito.
"Estamos contando com o importante apoio do Sebrae e esse conjunto de ações será apresentado a Acifi, aos vereadores e à toda à sociedade para que todos possam analisar as medidas como uma alternativa no enfrentamento a crise do coronavírus, onde todos estamos passando por profundas dificuldades", completou Chico Brasileiro.
COMO VAI FUNCIONAR
Marcelo Padilha disse que o momento exige uma série de medidas econômicas. "Esse conjunto de ações vai poder contribuir para que o empreendedor e o empresário consigam ter um fôlego, poder respirar nesse momento de crise", afirmou.
"Essas ações foram construídas de maneira coletiva, são vários secretários, técnicos da prefeitura e especialistas que participaram de uma análise profunda pra poder definir quais serão essas medidas. Existe um desafio, mas é preciso respostas rápidas porque sabemos que o dia a dia do empresariado é muito difícil. Nós temos análises do empreendedor brasileiro e os pequenos negócios em um momento de crise conseguem sobreviver até 13 dias somente", completou. (Foto: Divulgação)