Município cede antigo Ecolixo para cooperados da Cootacar
"A preocupação do Município logo após o incêndio foi trazer os trabalhadores aqui para o Ecolixo, onde hoje (4) eles estão reunidos, tomando decisões, porque eles vão trabalhar aqui pelo tempo necessário. Os barracões destruídos pelo fogo eram alugados, o Município custeava o aluguel de R$ 18 mil mensais, água e luz, e agora vamos procurar outra estrutura para que eles possam voltar a ter o seu local de trabalho".
A explicação foi dada pelo prefeito em exercício Alécio Espínola aos jornalistas que acompanharam, nesta segunda-feira de Carnaval, o início das atividades dos 80 recicladores que atuavam na Cootacar, que teve a estrutura destruída por um incêndio na última sexta feira (1º). As famílias vão usar toda a estrutura de 3,5 mil m² do Ecolixo da Rua Manaus, onde vão contar com cozinha, sanitários, chuveiros, três prensas, duas esteiras e um caminhão para coleta.
Da sede da Cootacar destruída pelo fogo, os cooperados conseguiram salvar um caminhão, uma esteira e duas prensas que vão se somar à estrutura disponibilizada pelo Município para que a cooperativa recomece o trabalho. "O que precisamos agora é da ajuda da população no sentido de separar em casa os materiais recicláveis. Esta é a matéria prima destes trabalhadores e boa parte do estoque que eles tinham, foi destruída pelas chamas. Então, quem puder separar e levar até a sede do antigo Ecolixo, estará colaborando para dar celeridade ao processo produtivo da cooperativa. Quem não puder, não tem problema, pois o Município continuará fazendo a coleta seletiva. O importante neste momento é garantirmos o sustento destas famílias", reforçou Espínola.
BENEFICIÁRIOS
De acordo com Jonatas Barreto, gestor da Cootacar, mais de 800 pessoas são beneficiadas pelo trabalho desenvolvido pela cooperativa. Cada reciclador que atuava na Cooperativa recebia, em média, R$ 1,2 mil de salário por mês. A Cootacar funcionou no prédio da Avenida Piquiri, no Bairro Brasmadeira, por sete anos.
"Agora nosso maior desafio aqui, de volta ao antigo Ecolixo, é a adaptação ao espaço. Lá nós trabalhávamos com quatro grupos de produção e aqui vamos ter que trabalhar de forma unificada. A mesma quantidade de material que produzíamos lá produziremos aqui. Tivemos uma reunião de alinhamento com as famílias para que elas entendam o processo e tragam suas necessidades para adaptarmos a nova realidade agora", disse Jonatas.
O gestor da Cootacar disse ainda a cooperativa está precisando de alimentos, roupas e calçados para realizar um bazar e também de ajuda financeira. "As pessoas que quiserem doar recursos financeiros, podem ajudar através do Fundo Social da Cooperativa na conta da Caixa Econômica Federal, agência 0568, operação 003, conta 70.770. Esse recurso vai para uma conta específica e aí, através de uma comissão de catadores e técnicos para, vamos analisar o que fazer com os recursos e as necessidades iniciais", completou.
PREJUÍZO
De acordo com os primeiros levantamentos, a Cootacar perdeu o equivalente a cerca de R$ 500 mil com o incêndio. "O caminhão destruído pelo incêndio era novo e fazia a coleta em 180 condomínios da cidade, mas vamos ajudar a cooperativa de recicladores neste momento e não deixaremos de fazer esta coleta. Não deixaremos estas famílias desassistidas e esta determinação veio do prefeito Paranhos. Contamos também com a ajuda da população neste sentido. A ajuda já está vindo, hoje, por exemplo, um grupo da Igreja Bola de Neve esteve aqui e serviu um reforçado café da manhã para as famílias.", completou o prefeito em exercício. (Foto: Secom)