Energia solar vai reduzir gastos dos hospitais filantrópicos do PR
Está estimada em R$ 12 milhões anuais a economia que cerca de 80 hospitais filantrópicos do Paraná vão fazer ao passar a utilizar energia solar para atender parte de suas necessidades. Isso será possível graças a uma parceria entre a Femipa (Federação das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Beneficentes do Estado do Paraná) e a Itaipu Binacional, que fará um investimento de R$ 82 milhões nessa iniciativa.
"Estamos discutindo com a Caixa (Econômica Federal), que já financia as Santas Casas de diversas formas, uma proposta para dar mais recursos para essas instituições. E este programa da Itaipu é um exemplo de como gerar mais recursos, além de reduzir os impactos das mudanças climáticas e levar a transição energética para a área da saúde", declarou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que veio a Londrina para o ato de lançamento do projeto.
A parceria com a Femipa faz parte do programa Itaipu Mais que Energia, que desenvolve iniciativas socioambientais alinhadas com o Governo Federal, em todo o Paraná e em 35 municípios do Mato Grosso do Sul, e a economia prevista pelos hospitais filantrópicos corresponde a 35% comparativamente aos valores pagos hoje em energia elétrica.
"Para a Itaipu, que tem um compromisso social e ambiental muito forte, esse tipo de investimento, além de ocasionar uma redução do consumo da energia da rede, é muito importante. Esses hospitais passam a contar com sua própria energia, uma energia limpa e barata, e com isso, conseguem melhorar a qualidade de vida da população", afirmou o diretor-geral brasileiro. "É um projeto sustentável não apenas do ponto de vista ambiental, mas também econômico e social", complementou o diretor de Coordenação da empresa, Carlos Carboni.
GRANDE ABRANGÊNCIA
A Femipa conta com 92 instituições associadas em que, no mínimo, 60% das pessoas atendidas são pelo Sistema Único de Saúde. Mas em grande parte delas a cota do SUS é bem maior, entre 70% e 100%. Atualmente, os hospitais filantrópicos respondem por mais de 50% de todo o atendimento do SUS no Paraná e mais de 70% da chamada alta complexidade, como traumas, cardiologia, oncologia e transplantas. "Portanto, é um investimento para quem mais precisa", comemora o presidente da Femipa, Charles London.
Pelo convênio firmado, serão instalados 18 Megawatts (o suficiente para abastecer uma cidade de 60 mil habitantes) de sistemas de geração fotovoltaica. Serão priorizados os hospitais do grupo tarifário A e B (baixa e média tensão), totalizando 80 instituições beneficiadas. Desse total, 29 serão atendidos por painéis instalados em telhados ou coberturas de estacionamentos. Para estes, a previsão de início das obras é neste mês de abril. Os demais serão atendidos por quatro usinas fotovoltaicas que começarão a ser construídas no próximo mês de junho.
A solenidade de lançamento do programa também contou com a presença do prefeito de Londrina, Tiago Amaral; dos deputados federais Lenir de Assis, Luiz Carlos Hauly e Zeca Dirceu; do superintendente do Ministério da Saúde no Paraná, Luiz Armando Erthal; dos deputados estaduais Arilson Chiorato e Professor Lemos; da ex-ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Márcia Lopes; do vice-presidente da Região Sul da Associação Brasileira dos Municípios e prefeito de Paraíso do Norte, Beto Vizzotto; do conselheiro da Itaipu, Michele Caputo Neto; e da secretária de Saúde Londrina, Vivian Feijó. (Foto: Rafael Porto)