Radicalismo mata. Basta!
A diferença de votos entre os candidatos à Presidência no segundo turno das eleições de 2022 foi a menor da história. Luiz Inácio Lula da Silva venceu com 60 milhões de votos (50,90%) e Jair Bolsonaro perdeu com com 58 milhões de votos (49,10%).
Isso ajuda a explicar, embora de maneira um tanto superficial, muitas manchetes que seguem saindo na imprensa quase um ano e meio depois da eleição sobre a conduta indelicada e, por vezes, criminosa de eleitores de parte a parte.
Imperativo lembrar, também, que esse embate sem precedentes na história política recente do País também levou a conflitos letais, que causaram ao menos três mortes no Paraná (uma em Foz do Iguaçu e duas em Cafezal do Sul), além de várias outras Brasil afora.
Diante disso disso, e da insistente conduta provocativa de muitos "analistas" principalmente nas redes sociais, mas também da imprensa aliada e amiga, veio a calhar o apelo feito nesta semana por Oriovisto Guimarães da tribuna do Senado Federal.
"Ninguém aguenta mais essa briga entre direita e esquerda no Brasil. O povo brasileiro está interessado em comida, em emprego, em salário, em progresso", desabafou o senador paranaense, as condenar esse tipo de comportamento. (Foto: Valdemar Barreto/Agência Senado)