Eita povo doido!
A vestimenta de Leonaldo Paranhos para a celebração dos 200 anos da Independência da República não se limitou ao traje habitual. Por baixo do paletó ele usava um colete à prova de balas, coisa até então inimaginável por se tratar de um desfile de 7 de setembro.
Essa precaução foi motivada por ameaças feitas a ele na véspera, via Facebook, por um servidor público, que no caminho de casa (no Bairro Floresta) até o centro foi preso pela polícia carregando uma maleta com querosene, martelo, outras ferramentas comuns e até legumes.
O que, diga-se de passagem, não chegou a empanar o brilho da festa, que reuniu mais de 50 mil pessoas (um recorde). O máximo que o barnabé aloprado conseguiu foi motivar o prefeito a recebê-lo em seu gabinete nos próximos dias para uma conversa olho no olho - e amigável, é claro.
Mas esse foi apenas um dos incontáveis episódios atípicos ocorridos Brasil afora e que transformaram a data mais importante da nossa História em um dia triste para todos que sonham em fazer parte de uma sociedade verdadeiramente civilizada.
Com o pleito eleitoral de outubro próximo colocado acima (muito acima) do verdadeiro sentido da data, incontáveis outros tristes episódios transformaram o que deveria ser nossa maior festa cívica em algo mais parecido com aqueles famosos bailes fank do Rio e São Paulo. (Foto: Secom/PMC)