Cascavel ganha ainda mais cara de metrópole com o novo trevo
O congestionamento no trânsito é um problema característico das médias e grandes cidades e resolvê-lo sempre um grande desafio para as autoridades. Pois Cascavel, uma das cidades que mais crescem no Brasil, dá neste domingo (21) um grande passo nesse sentido com a liberação do novo Trevo Cataratas, uma reivindicação de mais de 30 anos e que soluciona um dos maiores gargalos rodoviários de todo o Paraná. Enquanto isso, também avança a duplicação do Contorno Oeste, uma obra bancada pela Itaipu Binacional.
O trevo fica no entroncamento de três importantes rodovias federais: as BRs 277, 467 e 369 e tem um movimento diário de aproximadamente 45 mil veículos, entre automóveis, ônibus e caminhões que escoam as produções agrícola e industrial do Oeste paranaense, do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul para os grandes centros consumidores, a países do Mercosul e para os portos de Paranaguá (PR), Santos (SP) e São Francisco do Sul (SC).
A concretização deste sonho veio pelas mãos da Justiça, que atendeu a mobilização das entidades representativas da região e incluiu a obra no acordo de leniência firmado entre a força-tarefa da Operação Lava Jato e a concessionária que administrava a rodovia pedagiada entre Foz do Iguaçu e Guarapuava.
A Construtora JL ficou responsável pela execução do projeto ao vencer concorrência com outras grandes empresas nacionais e deu início às obras em dezembro de 2020 com a implantação dos desvios. "A JL, empresa cascavelense com atuação nacional, entendeu e atendeu o clamor de toda a região para que a obra fosse finalizada o mais rápido possível, sempre observando todas as normas de segurança e qualidade que uma obra desse porte requer", explica o diretor presidente da empresa, engenheiro João Luís Felix.O cronograma inicial, que previa o término e a consequente liberação do trevo em outubro deste ano, foi antecipado em dois meses para alívio dos motoristas e de toda comunidade que enfim poderão se ver livres dos constantes engarrafamentos e dos muitos acidentes registrados por décadas a fio.
Para que isso fosse possível a Construtora JL utilizou a mão de obra de 200 colaboradores - chegando a 300 nos momentos de pico - que se revezaram na tarefa de dar a nova dimensão ao Trevo Cataratas nomeado de Alsir Pelissaro pela Prefeitura de Cascavel.
A OBRA
São 8 km de pistas entre os desvios e as pistas do trevo em definitivo, dois viadutos, passarela metálica para pedestres, barreiras de concreto, rede de drenagem, ciclovias, calçada para pedestres e iluminação total das vias.
Os números dessa esperada obra impressionam. Foram utilizados 6.000 metros cúbicos de concreto, 1.000 toneladas de ferro armado e movimentados 230 mil metros cúbicos de terra para moldar os níveis das pistas.
Sua execução contou com a participação de outras grandes empresas, como Pedreira Rio Quati, Concresuper, Silvestro Guindastes, Grameira Iguaçu, Moniz Equipamentos, Gerdau, Votoran e de diversos fornecedores da região para materiais e serviços, em uma sinergia que possibilitou atingir os objetivos propostos bem antes do prazo final estipulado em contrato.
Após a liberação ao tráfego neste domingo começará a fase 4 da obra que fará a remoção dos desvios implantados para execução das últimas estruturas nas áreas dessas remoções e serviços de acabamento em geral. Terminará, assim, uma longa batalha pela construção do Trevo Cataratas, uma obra que espelha a grandeza de Cascavel e da região Oeste e que será de fundamental importância para o escoamento da produção com mais rapidez e segurança, além de poupar muitas vidas. (Foto: Divulgação)