Um antídoto às fake news
Jair Bolsonaro mal havia desembarcado em Moscou nesta terça-feira (15) quando o ministro do Turismo, Gilson Machado, fez o que se chama no populacho de "viajar na maionese" e postou no Twitter uma capa falsa da revista norte-americana Time atribuindo ao presidente brasileiro o mérito pela retirada de parte das tropas russas da fronteira com a Ucrânia, e sugerindo até mesmo que ele fosse indicado ao Prêmio Nobel da Paz por um feito nada modesto: ter evitado a 3ª Guerra Mundial.
Detalhe mais do que relevante: a esta altura da viagem internacional, que prevê também uma esticada até a Hungria, Bolsonaro ainda nem havia se encontrado com o presidente Vladimir Putin (o que, a princípio, deve ocorrer só amanhã), muito menos feito o papel de pacificador como tentou vender seu auxiliar direto em uma notícia falsa que, neste caso, acabou desmentida com a mesma velocidade com que se propagou.
É para evitar que coisas desse tipo causem prejuízos irreparáveis à lisura do processo eleitoral brasileiro que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) formalizou, também hoje, uma parceria com oito redes sociais com o objetivo de combater a desinformação durante a campanha deste ano, que culminará com a reeleição do próprio Bolsonaro ou a eleição de outro nome para comandar os destinos do País do início de 2023 ao fim de 2026.
O entendimento celebrado lista uma série de ações, medidas e projetos a serem desenvolvidos conjuntamente com o objetivo de depurar as redes sociais, entre os quais a remoção imediata de conteúdos considerados danosos ao processo eleitoral. Fazem parte do acordo Twitter, TikTok, Facebook, Whatsapp, Google, Instagram, Youtube e Kwai.